terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dear Raphael,

- E se for muito muito muito muito muito muito difícil?
- Há possibilidades.

Tenho que admitir. Você estava certo, havia possibilidades. Na verdade, talvez elas sempre existiram apesar de eu nunca ter deixado claro pra você e muito menos pra mim. Orgulho desmedido! Ter te dito não desde os meus 13 anos me impedia de admitir que você de alguma forma mexia comigo. Você sempre foi tão diferente pra mim.

Minha maneira de agir também não mudou depois daquele abraço, depois que você voltou pra mim - voltou a ser o (meu rs) Raphael. Naquela altura já era perceptível o que você me fazia sentir e o quanto você acelerava meu coração. Por várias vezes eu pedi pra Deus pra que você aparecesse na manhã de domingo pra "ajudar" - rs - com as crianças. Ainda sim, eu cercava os meus sentimentos na tentativa de sufocá-los até que morressem. Pelo menos foi assim até aquela madrugada...

6 meses tentando escapar, 6 meses tentando ser indiferente. Mas talvez eu só tenha enganado a nós dois, porque você sabe muito bem qual foi a reação de muitos - "Ah eu já sabia que isso ia acontecer", Belah, Karol e Fernanda que o digam.

Obrigada por me amar e não ter desistido depois de 7 anos (Jacob rs). Obrigada por cada dia estar ali pra mim, por me fazer sorrir, por secar minhas lágrimas quando elas caem. Obrigada por cada olhar, cada abraço, cada beijo, cada momento simples. Eu amo você demais. 7 meses ao seu lado, Deus me deu um verdadeiro presente.

Com amor,

Fernanda Freire.