terça-feira, 5 de abril de 2011

Parte 1


05/11/08 - Crescer na igreja não significa fazer parte da igreja.

Desde os 6 anos de idade eu estava na ICNV – Abolição, mas apenas no ano de 2007 (já com 20) eu realmente aceitei a Cristo como Senhor da minha vida (batismo). Mas antes por ser teimoso precisei perder algo que eu mais gostava. Deus fala conosco durante as nossas vidas, mas nós acabamos endurecendo nosso coração a Ele por achar que nossas escolhas são melhores, e foi assim comigo.

Eu era um “grande” jogador de futebol, mas algo dentro de mim sabia que não era esta a vida que eu levaria, e na época estava fazendo testes em alguns clubes do Rio de Janeiro, mas já com a chamada de Deus de que eu iria ser grandemente usado por Ele na sua obra. Rejeitei, e acabei arcando com as conseqüências, em março de 2007.

Foi quando descobri que estava com Condromalácia patelar, uma doença crônica que afeta ao joelho podendo causar artrose, e o “melhor” nos dois joelhos. Fiquei inconsolável, pois era o período que tinha mais certeza de que seria chamado para jogar profissionalmente, e descobrir esta doença “acabou com minha vida” e com todas as minhas chances de ser alguém (bem pelo menos era o que pensava).

Durante o tempo em que queria fazer a minha vontade eu não ligava nem me importava muito com as coisas de Deus, pois bem, foi só eu ver meus sonhos serem destruídos, que corri aos braços de quem sempre esteve comigo, mas que eu não dava muita importância: DEUS.

Em abril de 2007 fui a um encontro de jovens na ICNV da Taquara, confesso que meu objetivo inicial era unicamente conhecer meninas e possivelmente fazer contatos futuros, mas vi que Deus não se esquece de nós e tem realmente planos para nossas vidas. Ao chegar a Igreja, senti algo diferente em mim, estava chateado, mas a tristeza já havia diminuído demais, então esqueci meu objetivo inicial e passei a fazer o que as pessoas fazem quando vão aos cultos: Adorar a Deus.

Então o pregador da noite subiu ao púlpito e começou a pregar a Palavra de Deus, e a contar o que Deus fez e estava fazendo na vida dEle. Quando ele pediu para que abríssemos as nossas Bíblias (ta ai algo que eu nunca dava tanta importância e que naquele dia fez muita falta) em Mateus 16 e leu os versículos 24 e 25, que diziam: “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” E estas palavras penetraram o meu intimo e ainda mais quando ele as interpretou e na minha linguagem (é simples para alguns, mas quem não tem tanta vida assim com Deus as vezes não consegue enxergar o óbvio) dizia: “VOCÊ PRECISA PERDER PARA GANHAR”.

Lembrei-me como num vídeo tudo o que eu tinha feito até aquele momento, as maneiras que tinha tentado sair de debaixo da graça e da misericórdia de Deus, levando a vida da minha maneira, e me lembrei do dia em que perdi o futebol. E naquele momento me senti como se estivesse pronto para ganhar, não fama, glória ou riquezas, eu estava pronto a ganhar a vida eterna em Cristo Jesus. Daquele momento em diante, senti a mão de Deus mais intensamente sobre a minha vida, senti como se tudo a minha volta fosse nada mais nada menos do que um privilégio para minha vida, Deus supriu esta ausência essa perda com seu amor.

Entendi que quando Deus nos chama é porque Ele quer a nós e não a outros, e não adianta fugir, porque você pode acabar se arrependendo rsrs. Jonas é um grande exemplo. Conseqüentemente, Deus continuou a agir na minha vida, porque Ele quem sabe que pensamentos tem sobre nós (Jr 29:11) conheci o Pastor Abraão que lidera Caminhos da Vida que é o ministério em que trabalho, me mantive mais perto do meu Líder (Henriques) que foi uma pessoa que sempre acreditou em mim mesmo quando eu não queria nada e hoje tenho uma visão muito diferente do que Deus faz, quer e procura em nós.

É meus caros, Deus faz hoje você entende amanhã.

Tempo que demorou para entender o que atrapalhava minha caminhada com Deus: 7 meses (é mesmo depois de aceitar a Cristo, eu ainda olhava para o futebol e me lamentava, pois era a única coisa, a meu ver, que eu fazia bem)

A idade que tinha quando soube que seria usado por Deus e para Deus: 12 anos.

A Idade do meu batismo: 20 anos.

Foram 8 tentando fugir de Deus e o que aprendi com isso? Que desobedecer retarda a benção, podendo causar a morte (espiritual e em alguns casos até mesmo a morte física). Que este breve testemunho, posso fazer com que vocês entendam que Deus não precisa fazer nada pela dor, mas que se for preciso para nos salvar e nos usar, Ele vai fazer, e isso não quer dizer que Ele não nos ame, pelo contrário quer dizer que Ele nos ama até demais pois a medida que passamos pelo deserto Ele é o único quem passa ele todo conosco.

05/04/11 - Muita coisa mudou nos últimos anos, desde o dia que escrevi este texto e muito mais vai ser dito...

Aguarde...


Raphael Figueira

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